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Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus
Fundadora da Congregação das Irmãzinhas da
Imaculada Conceição
Comemoração: 19 de maio

Amabile
Lucia Visitainer nasceu em 16 de dezembro de 1865, na região
do Tirol. Em 1875, se mudou com os pais e os irmãos para
Vígolo, em Santa Catarina, a 100 quilômetros de Florianópolis.
Aos 22 anos ela perdeu a mãe, que faleceu ao tentar dar à
luz seu quinto filho e Amabile se tornou responsável pela
casa.
Em 1890, uma
mulher da região adoeceu gravemente e seus parentes não
queriam cuidar dela. Amabile, junto com uma amiga, Virgínia,
levou a doente para um casebre próximo à igreja. Era
um barraco pequeno com um quadro de São Jorge na parede.
Ali surgia a Congregação das Irmãzinhas da
Imaculada Conceição.
Com ajuda de
amigas, ela começou a cuidar de enfermos com enorme devoção.
Em 1894 o padre Guiseppe Montero recomendou que ela se mudasse para
Nova Trento para poder aumentar sua ação. No ano seguinte,
Dom José de Camargo Barros, bispo de Curitiba, abençoou
a Congregação; as moças puderam receber os
votos e trocar de nome. Amabile passou a ser Irmã Paulina
do Coração Agonizante de Jesus e foi escolhida superiora
geral da Congregação.
O padre Luigi
Rossi, de Nova Trento, foi transferido para São Paulo e levou
as Irmãzinhas, para ajudar negros ex-escravos. Madre Paulina
e as irmãs então aprenderam o português e passaram
a dirigir hospitais e asilos.
A filha de
uma família rica de São Paulo, Anna Brotero de Barros,
se transformou em benfeitora do Asilo da Sagrada Família,
localizado na zona sul da cidade, que era administrado pela Congregação.
Como tinha prestígio junto da cúpula da Igreja, queria
ser consultada sobre todos os assuntos do asilo e até na
ordem interna das Irmãzinhas. Madre Paulina considerou as
intromissões indevidas. Dom Duarte Leopoldo da Silva, arcebispo
de São Paulo, destituiu Madre Paulina no cargo vitalício
de superiora. Os dez anos seguintes ela passou na Santa Casa de
Bragança Paulista.
Em 1918, ela
é chamada de volta a São Paulo. Estava sendo escrita
a história da Congregação e ela serviria como
"fonte histórica", e passou a ser venerada como
a fundadora da organização. Até o final de
sua vida, morou na sede da Congregação, na capital
de São Paulo.
Irmã
Paulina sofria de diabetes. Em 1938, teve que amputar o dedo médio
da mão direita e, posteriormente, todo o braço, por
causa de uma gangrena. Estava cega quando morreu em junho de 1942,
aos 76 anos.
Em 1933, o
Papa Pio XI assinou o Decreto de Louvor reconhecendo a importância
de sua obra de caridade. E em 18 de outubro de 1991, em visita a
Florianópolis, o Papa João Paulo II anuncia a beatificação
de Irmã Paulina, em virtude dos inúmeros milagres
associados ao seu nome. Em 19 de maio de 2002, o mesmo Papa santifica
Santa Paulina.
O principal
argumento usado foi o milagre ocorrido em Rio Branco, Acre. Uma
menina nasceu em 1992 com uma bolha na cabeça, causada por
má formação. Sua mãe colocou em sua
mão uma foto de Irmã Paulina ao ser operada. Após
a cirurgia ela teve convulsões cerebrais e os médicos
disseram que, se ela sobrevivesse, ficaria tetraplégica,
cega, surda e muda. Mas a criança melhorou e hoje vive normalmente.
Oração:
Ó Santa Paulina, tu que puseste toda a tua confiança
no Pai e em Jesus Cristo e que inspirada por Maria te decidiste
ajudar o teu povo sofrido, nós te confiamos a Igreja que
tanto amas, nossas vidas, nossas famílias, os religiosos
e todo o povo de Deus. (peça a graça que desejas alcançar).
Santa Paulina, intercede por nós junto ao Pai, a fim de que
tenhamos a coragem de lutar sempre na conquista de um mundo mais
humano, justo e fraterno. Amém.
(Rezar1Pai Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai)
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