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Santa Joana
d'Arc
Santa Guerreira
Comemoração: 30 de maio
Heroína
francesa (Domrémy, 6-I-1412 - Rouen, 3O-V-1431). Era uma
simples aldeã, filha de camponeses, que se dizia inspirada
por Deus para realizar a grande empresa de expulsar os ingleses
que ocupavam a maior parte do território de sua pátria.
Aos catorze anos passou a ouvir vozes celestiais, acreditando que
o arcanjo São Miguel, além de santa Catarina e santa
Margarida, com ela confabulavam. Suas numerosas visões indicavam-lhe
a missão que veio a realizar. Quando as lutas entre franceses
e ingleses se aproximaram do Barrois, a exaltação
da camponesa tornou-se mais intensa, e não pôde retardar
por mais tempo o cumprimento das ordens sobrenaturais.
Partiu de sua
aldeia e obteve de Robert de Baudricourt, capitão da guarnição
de Vaucouleurs, uma escolta para guiá-la até Chinon,
onde se achava Carlos VII, rei de França, então escarnecido
como 'rei de Bourges', pelo seu reduzido domínio territorial.
O país estava quase todo nas mãos dos ingleses. Os
borguinhões, seus aliados, com a cumplicidade de Isabel da
Baviera, entregaram a nação ao domínio britânico,
pelo tratado de Troyes. Inspirada por extraordinário patriotismo,
procurou Joana o rei Carlos Vll e comunicou-lhe a insólita
missão que recebera de Deus. Nesse encontro de março
de 1428, assombrou a todos a segurança com que se dirigiu
ao rei, que lhe entregou o comando de um pequeno exército,
para socorrer Orléans, então sitiada pelos ingleses.
A caminho, diante da atitude heróica da humilde camponesa,
as tropas se avolumaram.
Chegando a
Orléans, Joana intimou o inimigo a render-se. O entusiasmo
dos combatentes franceses, estimulado pela estranha figura da aldeã-soldado,
fez com que os ingleses levantassem o sítio da cidade. Em
lembrança desse feito glorioso Joana d'Arc foi cognominada
a 'Virgem de Orléans' (Pucelle d'Orléans). O êxito
aumentou o prestígio da camponesa, inclusive entre o exército
inimigo, e despertou a crença em seu poder sobrenatural.
Realmente a coragem dessa heroína realizou o desejado milagre:
ergueu o espírito abatido da França. Um sopro cívico
perpassou pela nação. Nova missão, porém,
ambicionava Joana d'Arc: levar o rei Carlos VII para ser sagrado
na catedral de Reims, como era tradição na realeza
francesa. A sagração ocorreu a S-V- 1429. Na tentativa
que se seguiu, de retomada de Paris, a heroína foi ferida.
O sangue derramado aumentou o patriotismo de seus conterrâneos.
Caberia, contudo, a Joana d'Arc a palma do martírio. No ataque
que empreendeu a Complègne, em maio de 1430, foi aprisionada
pelos borguinhões.
Nem estes nem
os ingleses quiseram executá-la sumariamente, como poderiam
ter feito. Seu plano era privá-la da auréola de santa,
obtendo sua condenação num tribunal espiritual. No
jogo de interesses políticos que envolveu sua figura de heroína,
Joana d'Arc não encontrou nenhum apoio por parte do rei.
Em 14 de junho o bispo Pierre Cauchon surgiu no acampamento de Jean
de Luxemburgo, onde se encontrava a prisioneira. Ambicioso e desejando
obter o bispado de Rouen, então vago, Cauchon faria tudo
para agradar aos donos do poder. Joana foi vendida aos ingleses.
No processo que se seguiu, e em que Cauchon foi um dos Juízes,
Joana foi condenada à prisão perpétua, 'ao
pão da dor e à água da agonia', fórmula
empregada para entregá-la à justiça leiga.
Sentenciada a ser queimada viva como relapsa, foi supliciada publicamente
na praça do Mercado Velho, em Rouen. O sacrifico da heroína
despertou novas energias no povo francês. Carlos VII, expulsando
finalmente os ingleses de Calais, foi chamado o Vitorioso. A figura
de Joana foi celebrada em centenas de obras de arte e muitas obras
literárias. A Igreja canonizou-a por ato do papa Bento V,
em 1920.
Santa Joana
d'Arc é, com Santa Teresinha,
padroeira da França.
ORAÇÃO:
Concedei-me, Ó Pai a coragem e o espírito de sacrifício
de vossa serva Joana D`Arc, a fim de que, pelo seu exemplo e fidelidade,
seja eu também um soldado da Causa do Evangelho. Por Jesus
Cristo Nosso Senhor. Amém. Santa Joana D´Arc, rogai
por nós.
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